Em resumo
- Para o advogado de família, o Agendamento Jurídico oferece um link sóbrio em que a pessoa marca a primeira conversa com discrição, sem criar conta e sem explicar tudo antes.
- É uma agenda online gratuita em que o cliente escolhe dia, horário e formato presencial ou online, e recebe confirmação e lembrete por e-mail.
- Vale pedir pouco no campo de assunto e reservar tempo suficiente para ouvir, ajustando a duração da consulta no painel.
Quem marca a primeira consulta de família
Os temas mais comuns são divórcio, dissolução de união estável, guarda e convivência dos filhos, pensão alimentícia, partilha de bens, reconhecimento de paternidade, inventário e planejamento sucessório. Em quase todos, há emoção envolvida e, muitas vezes, outra pessoa da mesma casa que ainda não sabe da decisão.
Por isso, a marcação precisa ser simples e reservada. O cliente abre o link no próprio celular, escolhe um horário livre e informa apenas nome, e-mail, telefone e o assunto. Não há conta para criar, nem perguntas sobre a história do casal ou dos filhos.
Peça pouco no assunto da consulta
O campo "assunto da consulta" é livre. Na advocacia de família, a recomendação é pedir o mínimo: uma ou duas palavras que indiquem o tema. Os detalhes ficam para a conversa, em ambiente adequado e com o sigilo profissional que ela exige.
Você pode deixar essa orientação escrita na sua apresentação, na página pública. Um texto curto como "No assunto, escreva só o tema (por exemplo, divórcio ou pensão). Os detalhes conversamos na consulta" já evita que alguém despeje informações íntimas num formulário.
- Bom exemplo de assunto: "guarda dos filhos".
- Bom exemplo de assunto: "inventário do meu pai".
- Evite pedir: nomes de terceiros, relatos de conflitos, informações de saúde ou de violência.
Privacidade dos dados e o e-mail de confirmação
Ao marcar, o cliente recebe e-mail de confirmação na hora e um lembrete na véspera. Vale lembrar o cliente de usar um e-mail e um telefone a que só ele tenha acesso, principalmente quando a outra parte ainda não sabe da consulta. Essa orientação pode estar na sua apresentação.
Quanto aos dados, o Agendamento Jurídico segue a LGPD: as informações dos clientes são apagadas automaticamente dois anos após a consulta, e você pode excluir a sua conta e todos os dados quando quiser. Como o formulário não recebe documentos, nada além do básico fica guardado no sistema.
Presencial ou online em questões de família
Algumas pessoas se sentem mais à vontade numa sala reservada do escritório, longe de casa. Outras preferem a consulta online justamente porque não conseguem sair sem dar explicações, ou porque estão com os filhos pequenos. O cliente escolhe a modalidade ao marcar, e as duas aparecem lado a lado.
Se a escolha for online, você combina o meio pelo telefone ou e-mail informado; o sistema não cria link de videochamada. Antes da conversa, pode ser útil perguntar se a pessoa estará num lugar onde possa falar com tranquilidade.
Bloqueios para audiências de conciliação e mediação
Audiências de conciliação, sessões de mediação e audiências de instrução costumam ter horário marcado com antecedência. Quando receber a data, bloqueie o dia inteiro ou só a faixa em que estará ocupado. Os horários bloqueados saem da página pública, e ninguém marca consulta enquanto você está no fórum ou no centro de conciliação.
Também dá para reservar com bloqueio semanal um horário fixo para atender clientes antigos ou para preparar acordos e petições. A agenda que o cliente vê já mostra apenas o que está realmente livre.
Duração: tempo para ouvir
Consultas de família raramente são rápidas. A pessoa precisa contar a situação, entender as opções e, muitas vezes, absorver informações difíceis. Como sugestão, 60 minutos é um ponto de partida comum para a primeira conversa; casos de inventário com vários herdeiros podem pedir ainda mais. A duração é sua escolha e pode ser ajustada a qualquer momento no painel.
Deixar um pequeno intervalo entre consultas, com bloqueios pontuais, também ajuda: evita que um cliente emocionado encontre o próximo na recepção.
Divulgação sóbria do link
Na advocacia de família, a forma de apresentar o link pesa tanto quanto o link em si. Em vez de chamadas comerciais, prefira uma frase neutra no site, na assinatura de e-mail ou no Perfil da Empresa no Google, como "Para marcar uma consulta, escolha um horário aqui". O objetivo é organizar o atendimento de quem já decidiu procurar orientação, não chamar atenção para o momento difícil de alguém.
Quando uma pessoa pede um horário por mensagem, basta colar o link na conversa. Ela marca no tempo dela, sem precisar responder a uma sequência de perguntas por escrito, e você recebe a consulta no painel, agrupada por dia.
Se o cliente preferir ligar, registre a consulta manualmente. Ela ocupa o horário na página como qualquer outra, e você pode editá-la ou cancelá-la depois.
Perguntas frequentes
O cliente precisa contar a situação no formulário?
Não. Ele informa nome, e-mail, telefone e o assunto. Recomendamos orientar que o assunto tenha só o tema, como "divórcio" ou "pensão", e que os detalhes fiquem para a consulta.
Por quanto tempo os dados do cliente ficam guardados?
Os dados dos clientes são apagados automaticamente dois anos após a consulta. Você também pode excluir a conta e todos os dados a qualquer momento.
Dá para o cliente enviar a certidão de casamento pelo link?
Não. O Agendamento Jurídico não recebe arquivos. Os documentos são entregues na consulta ou pelo canal que você já usa com o cliente.
A outra parte pode descobrir a consulta pelo lembrete?
O lembrete vai para o e-mail que o próprio cliente informou. Por isso vale orientá-lo a usar um e-mail e um telefone pessoais, a que só ele tenha acesso.
Posso deixar intervalos entre uma consulta e outra?
Sim. Use bloqueios de horário em datas específicas ou bloqueios fixos da semana para manter intervalos e evitar encontros na recepção.
